ATRIO #2

ATRIO #2

12th December, 2022

TORSO de António António

TORSO de António António

9th September, 2022

QUARTEIRÃO – Exposição individual / Solo Exhibition

QUARTEIRÃO – Exposição individual / Solo Exhibition

23rd March, 2022

QUARTEIRÃO de Filipe Farinha / 26 Fev – 21 Maio / Galeria de Arte da Praça do Mar – Quarteira

QUARTEIRÃO by Filipe Farinha / 26 Feb – 21 May / Praça do Mar Art Gallery – Quarteira

Quarteirão

Quarteirão

21st February, 2022

QUARTEIRÃO de Filipe Farinha / 26 Fev – 9 Abr / Galeria de Arte da Praça do Mar – Quarteira

QUARTEIRÃO by Filipe Farinha / 26 Feb – 9 Apr / Praça do Mar Art Gallery – Quarteira

 

Quarteirão, de Filipe Farinha, é um ensaio imagético que procura entender as relações de unidade e alteridade que existem entre duas realidades urbanas distinta – Quarteira e Vilamoura – e onde são exploradas as possibilidades de uma linha divisória, por vezes ambígua e difícil de situar apesar dos dois topónimos invocarem imagens mentais distintas.

Quarteira e Vilamoura são parte integrante da mesma freguesia e geograficamente indissociáveis na medida em que a malha urbana dos dois lugares se aproximou ao ponto de se poder olhar para ela com se de um enorme quarteirão se tratasse.

Nas duas imagens iniciais da exposição Filipe Farinha mostra o horizonte líquido de Quarteira e de Vilamoura. As diferenças subtis que se encontram ao se compararem as duas fotografias, e não será exagero pensar que esse exercício só é evidente para olhos experimentados, expressam essas duas realidades urbanas distintas e, em simultâneo, atentam para a dificuldade em estabelecer os seus limites e confrontações. 

Muros, vedações, descampados e ruas parecem indicar limites, mas a questão é de difícil resposta até mesmos para os residentes. 

O corpo dos dois núcleos tem estado em transformação há décadas e é precisamente fruto desse urbanismo galopante que surge uma separação, não apenas naquilo que se constrói, mas também nos interstícios da área edificada, nos espaços vazios, obsoletos ou abandonados. Uma fronteira. 

No entanto essa divisão é ambígua. Uma das suas particularidades é ser uma divisão que não divide quando vista por um olhar alóctone. 

Na perspectiva de uma comparação, Filipe Farinha procurou os paralelismos que se estabelecem na relação dos elementos orgânicos com as construções diferenciadas, e como estes desempenham papeis importantes tanto na identificação da delimitação das diferentes zonas territoriais, como na ligação de conceitos visuais próximos.

Em Quarteirão, os locais percorridos frequentemente por residentes e visitantes foram reinterpretados fotograficamente na condição de um vazio humano.

O espaço, despojado da presença humana, permite dirigir o olhar para lugares que habitualmente não consideramos, através de um silêncio que no acto de observar ajuda a um melhor envolvimento com as formas geométricas ou desiguais que o definem.

 

Palmeira – Sal – Cabo Verde

Palmeira – Sal – Cabo Verde

5th September, 2021

2021.02.07

2021.02.07

24th April, 2021

Farol in P3

Farol in P3

11th April, 2021

Projecto documental FAROL no P3 / Documentary project FAROL in P3

Filipe Farinha caminha por entre os arruamentos improvisados na ilha do Farol. O Inverno dita que a pequena língua de areia algarvia esteja praticamente deserta  –​ ninguém, para além do faroleiro e de “meia dúzia de pessoas”, habita o local nos meses de frio. O fotógrafo sabe disso e prefere assim. Trabalhar em silêncio garante que ouvirá com mais clareza aquilo que o lugar – a paisagem, as construções, os objectos em pausa – tem para lhe dizer.

“Cada casa é um rosto”, refere Filipe na sinopse do projecto Farol. “As janelas são os olhos que fitam o mar, a porta a boca que se abre de espanto quando os donos regressam no Verão.” É precisamente o carácter singular das construções da ilha que mais atrai o fotógrafo. Porque foram edificadas “pelas mãos de quem as habita” – pelos orgulhosos “ilhéus”, como gostam de ser tratados, sublinha Filipe, em entrevista ao P3. “Os materiais mais ou menos improvisados e os acabamentos mais ou menos rigorosos” são marcas distintivas do bairro que brotou da areia. “As regras são definidas por quem constrói e quem constrói sente a liberdade que não tem na cidade”, explica. Existe, porém, um acordo tácito entre quem erigiu estas estruturas, que dita que as fachadas deverão ser simétricas, que os caminhos de entrada deverão ter diferentes tipos de pedra e que cada propriedade deverá estar rodeada de um muro, “por mais baixo que seja”. “A ideia é cuidar do espaço do muro para dentro e deixar a natureza desenvolver-se arbitrariamente da porta para fora.”

Algumas casas retratadas neste projecto já foram, entretanto, demolidas. “A luta contra as demolições [nas ilhas-barreira da Ria Formosa]​, por parte dos ilhéus, prende-se com a salvação das suas casas como espaços que usam para habitar sazonalmente, sendo que a maioria até está pouco consciente da possível subida do nível do mar nas próximas décadas, e não tem grandes preocupações em relação ao património natural”, refere o fotógrafo de 33 anos, natural de Faro. “Estas imagens mostram o meu sentimento ambíguo em relação à ilha, porque tanto documentam espaços de habitação de carácter único que foram construídos com uma grande carga sentimental, como também mostram a interferência que têm na natureza endémica, por falta de planeamento territorial.” A subida do nível das águas irá colocar em risco, a médio prazo, a segurança das construções. Farol é um documento de preservação para gerações vindouras. “É assim, hoje, a ilha do Farol, em toda a sua beleza e fragilidade”, remata.

ATRIO #1

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23rd January, 2021

Exhaustive Love Causes Heart Break

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29th November, 2020

Poster B2, Fine Art Print

Sou Muita Linda

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20th October, 2020

Bela caixa feita em cartolina pelo Miguel Dias / Beautiful cardboard paper box made by Miguel Dias